O Jiu Jitsu nunca foi tão bom.

O Jiu Jitsu nunca foi tão bom.

Hoje existem muito mais oportunidades, informação e técnica, mais respeito e muito mais praticantes fazendo Jiu Jitsu.

Concorda ou não? Deixe seu comentário mas antes vamos analisar alguns pontos.

É comum o fato de escutarmos aqui e ali o discurso do old school x o Jiu Jitsu de hoje eu mesmo já fiz um vídeo a respeito disso que você pode assistir aqui.

Isso no meu entender não faz o menor sentido e como bem colocado pelo prof. Draculino em seu recente post no Instagram todas as tentativas de categorizar o Jiu Jitsu seguem na mão contrária do desenvolvimento, todos deveriam remar na mesma direção.

No entanto o texto de hoje não tem o objetivo de discutir novamente esse tema, mas sim de enfatizar o momento que vivemos.

A evolução do esporte se dá de várias formas e é realizado por variadas fontes o que traz uma quantidade significativa de exemplos a serem seguidos e isso vai mudando o todo para melhor.

O advento da internet tem contribuição significativa para a evolução das técnicas, hoje uma técnica usada em um campeonato é imediatamente consumida, aprendida e disseminada quase que imediatamente e de forma muito abrangente.

A internet é também responsável por conectar atletas e professores ao redor do mundo, criando oportunidade para seminários onde além de técnicas esses profissionais despertam um interesse nas gerações futuras o que mantém a chama acessa por mais pessoas querendo Viver de jiu jitsu.

Existem professores que defendem a ideia de que o jiu jitsu deve ser ensinado como defesa pessoal, outros preferem focar no lado esportivo, outros preferem entregar um jiu jitsu para todos os objetivos (meu caso) embora não exista uma padronização no ensino entre as academias é importante frisar que estamos devagar chegando a algo mais perto disso.

A grande virada em minha opinião esta ligada a metodologia de aulas coletivas, criada há 20 anos em nossa escola (não tenho conhecimento de nenhuma anterior mas é possível).

Essa prática hoje é encontrada em várias escolas que se preocupam em separar os níveis de aula e entender que cada aluno tem seu tempo de aprendizado e objetivo quando procura uma academia de artes marciais.

O resultado disso é um numero muito maior de praticantes e uma vida muito melhor para quem escolheu já há algum tempo Viver de Jiu Jitsu.

Entregamos um jiu jitsu mais profissional e segmentado, e isso por si só já é uma espécie de padronização.

O aumento de praticantes é a mola propulsora do crescimento dos eventos esportivos, campeonatos oficiais batem seguidos recordes de participantes.

Os campeonatos principais tem hoje 6, 7, 8 mil atletas inscritos outros torneios menores acontecem nos 5 continentes durante todo o ano.

A indústria olha esses números e também se desenvolve com marcas de kimono, empresas de mídia digital, canais de YouTube, empresas de produção de conteúdo técnico todos crescendo em alta velocidade e com números inimagináveis há alguns anos atrás.

Uma outra evolução visível esta no comportamento dos praticantes, outrora marginalizados e rotulados como “bad boys” a imagem do praticante de Jiu Jitsu volta a ter um certo glamour e mais importante, nossa atividade volta a ter o reconhecimento da melhoria de qualidade de vida das pessoas, mudança essencial para o contínuo aumento de alunos nas academias.

É claro que esse crescimento não é linear e por vezes temos alguns pontos que nos fazem andar um pouco na contra mão dessa evolução, casos como o que citei acima onde as pessoas tentam categorizar o Jiu Jitsu em “Old School x New school” “Gracie Jiu Jitsu”, “BJJ”, “Submission Wrestling”, “American Jiu jitsu” etc… no meu entender não colaboram para a evolução do todo e pretendem apenas favorecer aqueles que com algum destaque individual tentam desviar o caminho por interesse próprio.

Entendo o Jiu jitsu como apenas uma coisa e em constante evolução, o fato de ter um americano campeão não torna o jiu jitsu em algo americano da mesma forma que ter um Gracie campeão (mesmo eles tendo sido a razão de tudo que vivemos) não torna o Jiu jitsu em Gracie Jiu jitsu e assim por diante em todos os exemplos que vocês encontrarem a mesma regra se aplica, Jiu Jitsu é Jiu Jitsu.

Outro desvio que acho precisa ser arrumado é o “trash talk” uma prática que por vezes de fato promove um evento ( geralmente quanto mais as pessoas se atacam antes pior é a luta) mas que tem uma linha muito tênue entre o que esta no limite do respeito e é as vezes até divertido com o que de fato fere a conduta marcial.

Acho que o Jiu jitsu achará o equilíbrio pois é possível que o falastrão tenha uma carreira mais curta e depois de acabar sua fase de atleta talvez veja as possibilidades se estreitarem em comparação ao atleta que tem uma conduto mais condizente com os valores da maioria, acredito ainda que os lutadores atrairão cada vez mais publico pelo que apresentam no tatame que no fim, é o que importa.

Temos também uma evolução na mídia, e que também não se da de forma linear, saímos das caseiras revistas especializadas para sites na internet e empresas de transmissão streaming que além de transmitir os principais eventos ainda criam conteúdo relevante fazem reportagens e levam informação para milhares de praticantes nos 4 cantos do mundo.

Podemos concordar ou não com o conteúdo jornalístico e forma de abordagem dos assuntos, mas é inegável a evolução na qualidade do produto.

E quanto mais sucesso tiverem mais despertarão a concorrência que possivelmente virá com um discurso oposto e esse equilíbrio natural com certeza fará bem ao todo. Quanto mais imprensa especializada melhor, goste você dela ou não.

Eventos profissionais são outro ponto que nos prova o quanto caminhamos, embora ainda sem comprovação da sustentabilidade desses eventos ( receita x despesas) o fato é que eles acontecem em cada vez maior numero e com prêmios cada vez mais atrativos.

É bem possível que a internet e os serviços de streaming tornem esses eventos cada vez mais viáveis e por consequência mais lucrativos, permitindo que mais atletas sejam mais bem pagos abrindo assim mais uma oportunidade para se Viver de jiu Jitsu.

Meu entendimento é que a mola propulsora de todo esse desenvolvimento esta nas academias e talvez esse ainda seja nosso ponto mais sensível.

As academias ainda não funcionam em sua maioria de forma profissional o que faz com que muitos professores não consigam ter uma qualidade de vida confortável o que obviamente reflete no seu serviço para os alunos e também na longevidade de sua escola.

O jiu jitsu ainda expulsa muita gente, embora tenhamos evoluído drasticamente, compare uma academia na década de 90 ou mesmo da década seguinte, se você tivesse 200 alunos tinha uma academia grande e de sucesso, hoje vemos academias com 500, 700 até 1000 alunos, a evolução salta aos olhos.

Mas essa realidade embora exista ainda não é comum, eu expliquei isso em meu texto passado quando falei sobre o problema dos pequenos negócios e como precisamos de planejamento para termos sucesso.

Mas essa informação também é cada vez mais disponível assim como todo o conhecimento relacionado ao Jiu jitsu, nós estamos entendendo que quanto mais compartilhamos o que sabemos melhor seremos.

“Compartilhar conhecimento faz com que eu ajude o próximo sem que ele tire nada de mim”

Enfim se você esta no jiu jitsu, seja como aluno, professor, atleta, investidor, produtor de conteúdo, fabricante de kimono, mídia, etc.. você está no melhor momento da história do jiu jitsu e só posso acreditar que evoluiremos muito mais ainda e muito rápido.

Esta acontecendo agora e se por algum motivo você não esta enxergando, avalie o que você esta fazendo de errado pois a culpa não esta no mercado, na academia que você treina ou em qualquer outro lugar, esta em você. Se organize e coloque os dois pés no barco não vai ter erro.

Forte abraço a todos

Fabio Gurgel

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