Coral Belt

Coral Belt

 

Coral Belt

 

People have been   asking    me how I feel about getting the Coral Belt.  

 

And trying to  answer that question  will  be  objective of this  text.

 

First as in all the stripes I gained as a Black Belt the realization that I am getting older   is present. Since the   stripes at this stage are based on time and not exactly on merit.

 

Although I am getting here at the earliest possible age it does not really matter much…

 

I’m actually so  proud   to  have gotten  this far, I knew all I  needed to do was stay alive and that  one  day it  would definitely come  because “exiting” Jiu  Jitsu has never been an option since  I was 15 years   old, when I decided  that  this  would  be what I would    do with  my  life..

 

The coral band is a   symbol, represents the entry into the universe of the masters of sport, people who came before us, to whom we must always respect and express gratitude for the path that was taught…

 

Today I am honorably in this group with the awareness that new learning journey opens in front of me, I will do as always, my best to deserve it and honor it.

 

Nowadays  martial  arts traditions  are commonly put aside, we often  look  at  Jiu  Jitsu as just a sport and where the medal  is the main  goal,  this takes us  to a dangerous  path  where  we can see in a short time Jiu  Jitsu  being totally disfigured as martial  art..

 

I am and always  will be a supporter  technical  evolution and  I am convinced that the Jiu  Jitsu that is practiced today is the best that has ever existed, however, honor,  ethics and moral values should never go out of style because they are the  pillars of a martial artist and we cannot allow this to be in anyway put at risk,  whatever is the  price  to be  paid for it…

 

Going back to the  beginning…

 

When I started in Jiu Jitsu at the age of  13 my dream was to one day become a  black  belt, the journey  seemed  extremely long and so there was no certainty  if I could make it.

 

But when I was 19  I  got there…

 

I felt  like the  most  amazing  guy  in  the world and  for sure  that  was the  greatest  achievement  of  my  life  so  far..

The black  belt came  to teach me  so  many  things,  in 31 years I’m   sure I’ve  lived  pretty  much everything  that was  possible to  live as a black belt…

 

From the competitions defending Jacaré’s academy to the world championships in tijuca, to the anything-goes rings having the honor of representing jiu jitsu, dedicating myself to the maximum as an athlete, but in parallel , taking care of my students, doing what today some believe not to be possible , founding Alliance in 1993 and helping my master and all of our family to become the winningest team in the history of the sport.

Having lived so many joys and victories made this long journey undoubtedly my best choice, but it was  the defeats,  disagreements,  frustrations and tears that really made me a successful guy..

 

yes, that is the fight! 

 

I was  very lucky,    first  to  having   found Jacaré ,an extremely present teacher who allowed me to be part of his dream, showed me  Jiu  Jitsu in its essence taught me  without limits,  vibrated with every  victory  and  was  there in every defeat, taught me  the  art of  teaching and putting  students above  all else.

 

He gave me the opportunity to put my ideas into practice, so many times and continue receiving the trust and support. Becoming partners when I was only 21 years   old, we follow partners to this day…

 

I was very  lucky..

 

To have had  the honor of being  the  first black belt  graduated by him  on 23/10/1989,  exactly 31 years ago,  I  am fortunate to have him  present in my  life without  interruptions to this day  and have with  him  the  greatest  bond  of  friendship  I   can  imagine.  

 

Then I was fortunate enough to have wonderful students, I often say that my students were my greatest teachers in life, as I learned and learn from them every day…

 

How many battles together, fighting  for each other, it would be impossible to name each and every moment I lived with each of you, although I feel like saying each name and honoring each one for choosing me, for joining my dream, for trusting and especially for carrying the message far beyond where my arms could reach.

You my beloved students know who you are, you are the ones who disagreed and stood by me to show me the way, who disagreed and often even failing to get arguments to convince me and still trusted me.

 

You turned my story into a breathtaking highlight.

 

Lastly, my reverence for my opponents, everyone I faced when I won and  when I lost but who taught me the beauty of the fight, forced me to discipline myself, to seek utopian perfection, to respect and not to give up.

 

I was very lucky.

Faixa Coral

Faixa Coral

As pessoas têm me perguntado como me sinto recebendo a faixa coral.

E tentar responder essa pergunta será objetivo deste texto.

Primeiramente como em todos os graus que ganhei na preta a constatação que estou ficando mais velho se faz presente. Uma vez que os graus nessa fase sao baseados no tempo de faixa e não exatamente por mérito.

Embora eu esteja chegando aqui com a menor idade possível isso de fato não importa muito.

Eu na verdade, sinto um enorme orgulho de ter chegado até aqui, sabia que tudo que eu precisava fazer era me manter vivo e esse dia com toda certeza chegaria pois parar o jiu jitsu nunca foi uma opção desde que eu tinha 15 anos de idade, quando decidi que isso seria o que eu faria da minha vida.

A faixa coral é um símbolo, representa a entrada no universo dos mestres do esporte, pessoas que vieram antes de nós, a quem devemos sempre respeito e gratidão pelo caminho ensinado.

Hoje entro honrosamente nesse seleto grupo com a consciência de que uma nova estrada de aprendizado se abre a minha frente, farei como sempre meu melhor para merecê-la e honrá-la.

Hoje em dia as tradições mesmo nas artes marciais são comumente colocadas de lado, muitas vezes olhamos o jiu jitsu como apenas um esporte e onde a medalha é o principal objetivo, isso nos leva para um caminho perigoso onde podemos ver em pouco tempo o jiu jitsu sendo totalmente desfigurado como arte marcial.

Sou e sempre serei um defensor da evolução técnica e tenho convicção que o jiu jitsu praticado hoje é o melhor que já existiu, no entanto honra, ética e valores morais nunca deveriam sair de moda pois são os pilares de um artista marcial e não podemos permitir que isso seja de qualquer forma colocado em risco, seja qual for o preço a se pagar.

Voltando ao inicio…

Quando comecei no jiu jitsu aos 13 anos o meu sonho era um dia me tornar um faixa preta, a jornada parecia extremamente longa e por isso não havia certeza se eu conseguiria.

Mas aos 19 anos cheguei lá.

Me senti o cara mais incrível do mundo e com certeza aquele era o maior feito de minha vida até então.

A faixa preta veio para me ensinar tantas coisas, em 31 um anos dentro dela tenho a certeza de ter vivido praticamente tudo que era possível viver.

Dos campeonatos defendendo a academia do Jacaré aos mundiais no tijuca, aos ringues de vale tudo tendo a honra de representar o jiu jitsu, me dedicar ao máximo como atleta mas paralelamente a isso cuidar de meus alunos, fazendo o que hoje alguns entendem não ser possível, fundar a Alliance em 1993 e ajudar meu mestre e toda a nossa família a nos tornarmos a equipe mais vencedora da história do esporte.

Ter vivido tantas alegrias e vitórias fez essa longa jornada ser sem dúvida minha melhor escolha, porém foram as derrotas, desentendimentos, frustrações e lagrimas que realmente me tornaram um cara de sucesso.

É, a luta é assim mesmo!

Tive muita sorte, primeiro de ter encontrado o Jacaré, professor extremamente presente que me permitiu fazer parte do sonho dele, me mostrou o jiu jitsu na sua essência me ensinou sem limites, vibrou com cada vitória e estava lá em todas as derrotas, me ensinou a arte de ensinar e colocar os alunos acima de tudo.

Me deu a oportunidade de colocar minha ideias, de errar tantas vezes e seguir contando com sua confiança e suporte. Nos tornando sócios quando eu tinha apenas 21 anos de idade, seguimos sócios até hoje.

Tive muita sorte.

Tive a honra de ser o primeiro faixa preta graduado por ele em 23/10/1989, há exatos 31 anos, tenho a felicidade de tê-lo presente em minha vida sem interrupções até hoje e ter com ele o maior laço de amizade que consigo imaginar.

Depois tive a sorte de ter alunos maravilhosos em meu caminho, costumo dizer que meus alunos foram meus maiores professores de vida, como aprendi e aprendo com vocês todos os dias.

Quantas batalhas juntos onde estivemos uns pelos outros, seria impossível nomear a todos e cada momento que vivi com cada um de vocês, embora eu tenha vontade de dizer cada nome e homenagear cada um por terem me escolhido, por terem se juntado a meu sonho, por confiarem e principalmente por carregarem a mensagem para muito além de onde meus braços poderiam chegar.

Vocês meus alunos amados sabem quem são, vocês são aqueles que discordaram e ficaram a meu lado para me mostrar o caminho, que discordaram e muitas vezes mesmo não conseguindo argumentos para me convencer, ficaram confiando.

Vocês transformaram o filme da minha história em um high light de tirar o fôlego.

Por ultimo minha reverência aos meus adversários, todos que enfrentei que ganhei e que perdi mas que me ensinaram a beleza da luta, me obrigaram a me disciplinar, a buscar a utópica perfeição, a respeitar e a não desistir.

Tive muita sorte.

 

Seu filho, faixa preta!

Seu filho, faixa preta!

Seu filho faixa preta.

 

 

Se você é pai ou mãe, e ficou curioso(a) em como seu filho pode ser um faixa preta, deixa eu te contar uma coisa, não vai ser fácil.

 

Mas vai valer muito a pena e pode ser uma das coisas mais importantes que você dará a ele.

 

Na verdade você dará a ele a oportunidade, a faixa em si ele que vai conquistar.

 

Mas o primeiro passo, esse é seu.

 

Pode ser que sua motivação em ter um filho(a) faixa preta seja a segurança, se meu filho for faixa preta ele estará mais preparado para esse mundo tão violento, isso é verdade, mas nem de longe é o principal.

 

Ser faixa preta vai muito além disso, significa que você atingiu certo grau de conhecimento técnico e controle emocional, mas ainda não é isso que vale a pena.

 

Quando pensamos em nossos filhos, a coisa que mais amamos no mundo, queremos dar a eles o melhor, protege-los de todo o mal e vê-los crescer saudáveis e sem machucados, traumas, decepções etc…

 

No entanto seria essa uma maneira possível? Estaria isso realmente em nosso controle?

 

O renomado escritor e psicólogo canadense Jordan Peterson escreveu em seu livro 12 regras para a vida um capítulo em que vai fundo nessa questão, ele deu o título de “Do not bother children when they are skateboarding” (Não interrompa as crianças quando elas estiverem andando de skate).

 

Segundo ele, a presença do risco no desenvolvimento das crianças é fundamental, a satisfação pelo desafio superado trás confiança, autoestima e um profundo preparo para as questões que certamente se colocarão a sua frente na vida adulta.

 

Por consequência, a falha na tentativa cria limites e traz uma necessidade de reavaliação do problema além de coragem para enfrenta-lo novamente de uma nova maneira.

 

Jordan Peterson usa o skate como exemplo talvez por ele não conhecer muito bem o Jiu Jitsu.

 

Uma forma que além de mais segura consegue atingir outros pontos muito importantes no desenvolvimento de um jovem.

 

Imagine que seu filho(a) vai vivenciar incontáveis experiências dentro do Jiu Jitsu como derrota, vitória, insegurança, superação, falta de motivação, disciplina, rivalidade, amizade, desistência, resiliência, soberba, respeito, medo, coragem, etc…etc..etc..

 

Tudo isso estará no caminho dele até a faixa preta.

 

Cada vivência aproximará seu filho(a) de sua melhor versão.

 

Você vai acompanha-lo nessa longa jornada de aprendizado e um belo dia vai se dar conta que seu filho(a) se tornou uma pessoa corajosa, honesta, gentil, resiliente, respeitadora, generosa.

 

Seu filho virou um faixa preta.

 

Tudo que você precisa fazer e dar o primeiro passo e deixar o resto conosco para ensina-lo a amar o Jiu jitsu como nós amamos.

 

Clique aqui para mais informações

 

Sejam bem vindos a Alliance Jiu Jitsu.

Back to Basics: The importance of Self-Defense for Jiu Jitsu

The technique that we practice and study today was evolved throughout history, starting in India, by Buddhist monks. For religious reasons and the obvious concern with non-violence, the monks developed a system of techniques based on balance, joint locks and leverage, avoiding the use of brute force. With the expansion of Buddhism, Jiu Jitsu migrated through Southeast Asia, China and finally arriving in Japan, where it was perfected and popularized. From the 19th century, some masters migrated to other continents in order to teach their art and to challenge practitioners that represented other martial arts.

Esai Maeda Koma (also known as Conde Koma), a celebrated Japanese instructor, arrived in Brazil in 1915 and settled in Belém

It was there that he met Gastão Gracie, who became a Jiu Jitsu enthusiast. Gastão took his eldest son, Carlos, to learn the techniques from Maeda. In 1925, Carlos founded the first Gracie academy, where he continued to perfect the art and spread his knowledge to his brothers. What brought notoriety to the family was the technical innovation and extreme efficiency in the use of levers which allowed practitioners to beat much stronger and heavier opponents. This evolution allowed them to continue improving and disseminating Jiu Jitsu, producing generations of great fighters.

Jiu Jitsu has now spread across the world, reaching numbers that were previously unimaginable. It continues to be refined and explored by thousands of practitioners.

 

BACK TO BASICS

 

There is a reason I wanted to give you this brief history of our sport, a reason that is extremely important at the moment: the importance of self-defense for Jiu Jitsu.

Jiu Jitsu is, by definition, a martial art. That is, its main objective is to allow self-defense in a risky situation, without rules.

The term today includes several branches, and there are various modalities of martial arts. Most are practiced for ‘sport,’ with the goal of improving physical and mental health. However, it is important that we stay connected to our roots in order for growth to be sustainable.

With the expansion of Jiu Jitsu as sport, and a strong focus on competition, technical improvement continues at an accelerated rate and the sport grows exponentially.

But think about what would happen if more and more black belts graduate and start working at the elite level without having some basic self-defense training in their foundation. Self-defense training forms the foundation for all practitioners, including in competitions.

“The Jiu Jitsu I created was designed to give the weak ones a chance to face the heavy and strong.”

“And it was so successful, that people decided to create competitive Jiu-Jitsu.”-  HÉLIO GRACIE

 

THIS ISN’T AN OLD SCHOOL CHAT.

 

Because of the huge number of technical variations that are developed and refined each day, the need to teach the self-defense system is often questioned and its importance diminished. However, this is not an ‘old school vs. new school’ feud. The importance of self-defense for Jiu Jitsu goes far beyond just the technical.

Obviously, a high-performance athlete with good technical proficiency will be able to defend themselves in an aggressive situation. However, our view on this issue needs to be more expansive. When we think about the trajectory of a student from the beginning, the methodology of self-defense is extremely important. It’s how the practitioner can be introduced to the complexity of Jiu Jitsu with a path that’s clear and structured.

Conveying to a beginner how he can defend himself from a simple attack like a slap, is a way to peak that student’s interest. It’s a manoeuvre that is simpler and more relevant compared to a sweep, for example. In this way, we start to remove the student from the instinctual process and bring him towards a technical process based on reasoning. Teaching basic concepts of self-defense in a more structured way, is how to ensure that the student’s immersion in the world of Jiu Jitsu can happen in a more organic, safe and efficient way. Jiu Jitsu then becomes more inclusive. The practitioner who isn’t in shape yet, or still feels insecure about practicing a martial art, may be introduced to the sport through a process that will be easy to understand and execute.

 

BALANCE IS KEY.

 

As everyone knows, I am one of the main supporters of the evolution and growth of Jiu Jitsu. Without a doubt, competition is one way of showcasing this. The diversity of competitions, technical level and impressive fitness of athletes starts right from the lower belts, and this has been driving the sport in astronomical proportions. But it is important to understand what is beyond this. More than being a  tradition, the concepts that allowed the development of Jiu Jitsu as a martial art and the focus on technical efficiency, are the elements that make it unique and possible to be learned, practiced and enjoyed by anyone.

 

JIU JITSU FOR EVERYONE.

 

Rather than being a statement about the importance of self-defense for Jiu Jitsu, this text is a reflection.

We should move forward, but always remembering our history. In this way, we will be able to continue on the path of expanding Jiu Jitsu so it can be a tool for self-improvement, self-knowledge and self-defense — for everyone.

A hug

Fabio Gurgel

De Volta ao Básico: A importância da defesa pessoal para o Jiu Jitsu.

De Volta ao Básico: A importância da defesa pessoal para o Jiu Jitsu.

De Volta ao Básico: A importância da defesa pessoal para o Jiu Jitsu.

 

O surgimento das técnicas que acabaram por formar o que praticamos e estudamos em nosso dia-a-dia nos tatames, se deu na Índia e foi realizado por monges budistas.

Preocupados com a auto defesa e por não poderem utilizar armas pelos princípios de sua religião, os monges desenvolveram um sistema de técnicas baseado no equilíbrio, nas articulações do corpo e em alavancas, evitando o uso de força.

Com a expansão do budismo, o Jiu Jitsu percorreu o sudeste asiático, a China e então chegou ao Japão, onde foi aperfeiçoado e popularizado.

A partir do século XIX, alguns mestres migraram para outros continentes com o objetivo de ensinar sua arte e desafiar praticantes de outras artes marciais.

Esai Maeda Koma (também conhecido por Conde Koma), um célebre instrutor japonês, chegou ao Brasil em 1915 e fixou-se em Belém.

Foi então que conheceu Gastão Gracie, que se tornou um entusiasta do Jiu Jitsu e levou seu filho mais velho, Carlos, para aprender as técnicas do professor japonês.

Em 1925, Carlos fundaria a primeira academia Gracie, onde seguiria aperfeiçoando a arte e transmitindo seu conhecimento a seus irmãos.

As inovações técnicas e extrema eficiência no uso de alavancas para vencer oponentes em sua grande maioria mais fortes e pesados, trouxeram notoriedade para a família, que seguiria em sua jornada de aprimoramento e disseminação do Jiu Jitsu e produziria gerações de grandes lutadores.

O Jiu Jitsu se espalhou pelo mundo, atingindo proporções antes não imaginadas, sendo lapidado e explorado por milhares de praticantes.

 

VOLTANDO AO BÁSICO.

O motivo pelo qual eu trouxe de forma breve a história da nossa arte à tona, é levantar um tema que acredito ser de extrema relevância para nosso esporte no momento: a importância da defesa pessoal para o Jiu Jitsu.

O Jiu Jitsu é por definição, uma arte marcial. Ou seja, tem como principal objetivo, possibilitar a defesa pessoal em uma situação de risco, sem regras.

O termo hoje contempla várias vertentes, e as artes marciais são utilizadas em diversos âmbitos, notoriamente o esportivo, visando aprimoramento físico e mental.

No entanto, é importante estarmos conectados com nossas raízes para que o crescimento seja sustentável.

Com a expansão do Jiu Jitsu como esporte e o grande enfoque dado ao cenário competitivo, o desenvolvimento e aprimoramento técnico seguem em ritmo acelerado e o esporte cresce exponencialmente.

Porém, nota-se que cada vez mais faixas-preta são formados e atuam nos níveis de elite do esporte, sem terem em seu currículo a formação de defesa pessoal que é a base de toda a construção do que praticamos, inclusive nas competições.

 

“O Jiu-Jitsu que criei foi para dar chance aos maisfracos enfrentarem os mais pesados e fortes.

E fez tanto sucesso, que resolveram fazer um Jiu-Jitsu de competição.” – HÉLIO GRACIE

 

NÃO É PAPO DE “OLD SCHOOL”.

Quando essa discussão é levantada, é muito comum que devido à variedade de técnicas avançadas que são desenvolvidas e aprimoradas a cada dia, a necessidade de se ensinar o sistema de defesa pessoal seja questionada.

Mas é importante ressaltar, que não se trata de uma rixa old school x new school. A importância da defesa pessoal para o Jiu Jitsu vai muito além de uma questão técnica.

Obviamente, um atleta de alto rendimento e com uma boa proficiência técnica, será capaz de se defender em uma situação de agressão.

Porém, nosso olhar sob essa questão precisa ser mais amplo.

Quando pensamos na trajetória de um aluno desde o início, a metodologia de defesa pessoal é de extrema importância para que esse praticante possa ser introduzido à complexidade do Jiu Jitsu de uma forma estruturada e clara.

Transmitir para um iniciante como ele pode se defender de uma agressão óbvia e simples como um tapa, é muito mais simples e esclarecedor do que tentar fazê-lo executar uma raspagem, por exemplo.

Dessa forma, começamos a tirar o aluno do processo instintivo e trazê-lo para o processo técnico e racional.

A partir do ensinamento dos conceitos básicos de defesa pessoal de forma estruturada, a imersão do aluno em todo o universo que engloba o Jiu Jitsu acontecerá de forma mais orgânica, segura e eficiente.

 

O Jiu Jitsu se torna então, mais inclusivo. Aquele praticante que não está em sua plena forma física ou ainda se sente inseguro em relação a praticar uma arte marcial, poderá ser introduzido através de um processo que será de fácil compreensão e execução.

 

EQUILÍBRIO É A CHAVE.

Como é de conhecimento de todos, sou um dos principais adeptos à evolução e crescimento do Jiu Jitsu.
E sem dúvida, a competição é a grande vitrine para que isso seja possível.

A diversidade de competições, nível técnico e preparo físico impressionantes dos atletas desde as faixas de base, vem impulsionando o esporte em proporções astronômicas.

Mas é essencial compreender que há uma imensidão além dessa vitrine.

Mais que uma tradição, os conceitos que permitiram o desenvolvimento do Jiu Jitsu como arte marcial e o foco em eficiência técnica, são os elementos que o tornam único e possível de ser aprendido, praticado e desfrutado por qualquer um.

 

JIU JITSU PARA TODOS.

Mais que uma declaração sobre a importância da defesa pessoal para o Jiu Jitsu, esse texto vem como uma reflexão.
De que devemos seguir em frente, mas valorizando nossa história.

Dessa forma, conseguiremos seguir no caminho de construção e ampliação de um Jiu Jitsu que seja uma ferramenta de aprimoramento, auto conhecimento e defesa para todos.

 

Um abraço

 

Fabio Gurgel

Does being a great champion guarantee your future in Jiu Jitsu?

Competitive Jiu Jitsu is going through a moment of enormous growth. The IBJJF alone holds more than 120 championships a year around the world — not to mention all the other events, with different formats, organized by other bodies.

In addition to this, the prize money increases all the time, making the option of becoming a professional Jiu Jitsu athlete even more viable and attractive.

It is very gratifying to see the athletes that work persistently towards their goal, be rewarded for their efforts — to be able to see them reap the fruits of those arduous battles. But there is an important factor to be considered in this story: Jiu Jitsu, despite expanding immeasurably, is not a mainstream sport.

This means that no matter how big the events are, the audience is not big enough to generate  revenue from sponsorship and pay-per-view to pay those athletes. In other words, even though an athlete is at their peak, it is still very difficult to obtain true financial independence from competition alone. That is why many opt for the path of becoming a teacher and then owning their own academy.

And this is where the trap lies.

There is this notorious belief that training hard and competing a lot will automatically make you a good teacher. And another common belief — that being a tough black belt will give you sufficient skills to be a good manager. After all, if you have an arsenal of techniques in competitive scenarios and a wall of medals behind you, who wouldn’t want to be your student, right? The follow-on logic is that with a lot of students, running an academy would be easy.

I want to tell you that the reality is very different from the picture painted.

There is no doubt that dedication to technical evolution, hard training and good performance in competitions will help you, but to effectively “live off Jiu Jitsu,” and to become an entrepreneur, you will have to do much more than that.

Learning from the past.

I am the result of the generation of competitors form the 90s — a decade marked by several changes to the sport in terms of competition. There was the creation of the UFC in 1993 and the origin of the World Jiu Jitsu Championship in 1996. In addition, it was when great names in our sport started to emerge and it was the time when most of the teachers who are working today were training.

Despite all the events mentioned so far, it was also the moment when the number of practitioners diminished substantially. Almost all academies were focused on competition. The training was strenuous, and there was no methodology or clear path to be followed by the student. Consequently, Jiu Jitsu became something exclusive only for high performance athletes. Considering, roughly 3% of students are competitors, you can see that a lot of people were left out.

My thinking changed a lot when I visited a Wing Chun professor in Germany who had 50,000 students (check out more about the story in the video below), and it was after that trip, I decided to implement one of the elements that was fundamental to the success of my academy and my trajectory as an entrepreneur: The teaching methodology.

Teaching Jiu Jitsu is different from training.

Think of the familiar class format — a warm-up, two technical positions and then rolling. It is undoubtedly one of the most popular models of training in most gyms.

This kind of training often occurs without any division of levels and of course, it’s a model that can work well for those who have the responsibility of overseeing sparring, but to really deliver value to your students (and ultimately retain them) you have to teach Jiu Jitsu.

When you teach Jiu Jitsu, you have to pass on technical knowledge, history and philosophy in an efficient and appropriate way catered to the needs of each student. To teach Jiu Jitsu, it’s essential to have a methodology that allows students with different profiles and skill levels to move through the journey in the best possible way. Within this journey, there must be clear and attainable goals so your students stay motivated and engaged.

The true Jiu Jitsu teacher must constantly study and expand their technical repertoire. In this way, they will have the necessary tools to disseminate knowledge that helps students to evolve in the best possible way.

The student must be treated as a client, not a disciple.

When I tell people that in the 1950s the first Gracie academy in Rio de Janeiro had 600 private students, many are impressed. Back then, the philosophy was to provide a service to society which was fundamental to the essence of Jiu Jitsu. The idea was to teach an art that was good for people’s lives.

Transition from a teacher to manager.

After following the path of a teacher, there are many professionals who want to own their own academy. This is the most natural progression after all. They believe they will be able to round off their professional careers with satisfaction, and allowing them more time and more financial freedom.

There is some truth to that because starting a successful business can be an extremely fulfilling journey, however, it requires another set of skills. Owning and managing an academy requires even more work and study. To put this simply, the teacher now has to become a manager. The teacher who aims to develop a successful business must now assume a leadership position.

Your technical knowledge has to be upgraded so it can be effective when acting within the three management pillars of a gym: technical structure (the way you will deliver Jiu Jitsu as a service to your students), financial structure (how you manage the money the business makes), marketing (how you reach potential students). In addition, there are several elements that must be implemented, constantly evaluated and improved by the manager, such as the service delivered, the sales process, facilities, standardization, payment plans, management software and many other things.

The change comes from you.

As we have seen, the teacher and manager who wants to have a solid business and deliver Jiu Jitsu as a quality service must constantly strive to develop personally and professionally.

Only in this way will they learn the skills required to pass on the technical knowledge and philosophy essential to our sport, and to manage a sustainable business. Owning a business today requires a variety of skills and the commitment to continuous learning. This transformation is part of the individual. It is up to the professional to assume a leadership position and look for information and knowledge in different areas.

Like Jiu Jitsu, entrepreneurship is not an easy fight.

Being a black belt in your martial art will not guarantee you a black belt in business.

A great world champion can carry a powerful brand with his name and image, but for this brand to be transformed into something that adds value to a business, there needs to be something else.The athlete must first of all learn to provide a professional high quality service, but in this way they will be able to reap the fruits and satisfaction of that journey. Looking to continuously evolve and deliver Jiu Jitsu in an effective and appropriate way for each client is the way forward.

Strong hug

Fabio Gurgel