Ser um grande campeão, garante seu futuro no Jiu Jitsu?

Ser um grande campeão, garante seu futuro no Jiu Jitsu?

O Jiu Jitsu competitivo encontra-se em um momento de grande ascensão. Apenas a IBJJF, realiza mais de 120 campeonatos por ano, ao redor de todo o mundo.

Sem contar os diferentes eventos, com diversos formatos, que são produzidos por vários idealizadores. Além disso, premiações em dinheiro cada vez mais abundantes, tornam o sonho de ser um atleta profissional de Jiu Jitsu, cada vez mais atrativo.

É muito gratificante poder ver atletas que colocam tanto empenho em busca de seu objetivo, colherem os frutos de suas árduas batalhas.

Mas há um fator muito importante a ser considerado em toda essa história: O Jiu Jitsu, apesar de estar em plena expansão, não é um esporte mainstream, ou, de massa.

Isso significa que por maiores que sejam os eventos, ainda não há audiência para movimentar uma receita em patrocínios e pay-per-view que seja expressiva o suficiente para ser repassada em forma de pagamento aos atletas.

Ou seja, por mais que um atleta esteja no auge de sua performance, ainda é muito difícil conseguir uma real independência financeira sendo apenas competidor de Jiu Jitsu.

É por isso que um caminho que acaba sendo percorrido pela maioria dos profissionais de Jiu Jitsu, é se tornar professor e muitas vezes, buscar ter sua própria academia.

E é aí que mora uma velha armadilha.

A famigerada crença de que treinar duro e competir com frequência, automaticamente te fará um bom professor. Ou a ainda mais delicada: a de que ser um faixa preta casca grossa, te fará um bom gestor.

Afinal, se você tiver um arsenal de técnicas testados e comprovados em cenários competitivos e um quadro de medalhas atrás para suportar, quem não irá querer ser seu aluno, certo? E com muitos alunos, gerir uma academia de Jiu Jitsu, não deve ser tão complicado assim….

Por isso eu vim aqui te contar que a realidade, é bem diferente desse quadro que foi pintado.

A dedicação ao desenvolvimento técnico, o treinamento árduo e o bom desempenho em competições, sempre serão bons aliados. Mas para efetivamente se “Viver de Jiu Jitsu”, e principalmente aos que desejarem se tornar empreendedores, será necessário mais que isso.

Aprendendo com o passado.

Sou fruto da geração de competidores da década de 90, uma década marcada por vários avanços em termos competitivos para nosso esporte, como a criação do UFC em 1993 e o início da disputa do Campeonato Mundial de Jiu Jitsu em 1996.

Além disso, foi o período de surgimento de grandes nomes do nosso esporte e da formação de grande parte dos professores que atuam hoje em dia.

Apesar de todos os acontecimentos citados, ainda sim foi um momento que viu o número de praticantes reduzir em números gerais.

As academias eram extremamente focadas em competição, o treinamento era extenuante, não havia metodologia ou percurso claro a ser percorrido pelo aluno, e o Jiu Jitsu se tornou então, algo que era praticado apenas por atletas de alta performance.

Considerando que, em média, apenas 3% dos alunos são atletas de competição… Dá para ver que ficou muita gente de fora.

Foi refletindo sobre esse período e inspirado por uma visita a um professor Wing Tsun que tinha 50.000 alunos na Alemanha (confira mais sobre a história no vídeo abaixo) , que decidi implementar um dos elementos que foram fundamentais no sucesso da minha academia e da minha trajetória como empreendedor : A metodologia de ensino.

 

Ensinar Jiu Jitsu, é diferente de puxar treino.

Aquecimento, duas posições e treino. Sem dúvida, esse é um dos modelos mais adotados de treino em horário “nobre” por grande parte das academias.

Muitas vezes, isso ocorre sem que seja feita nenhuma divisão de níveis ou estruturação metodológica. Esse modelo pode ser bem funcional para quem tem a responsabilidade de ser um puxador de treino.

Mas para realmente entregar valor e fidelizar seus alunos pela excelência do serviço oferecido, é necessário de fato, ensinar Jiu Jitsu.

ENSINAR Jiu Jitsu, é desempenhar o papel de transmitir o conhecimento técnico, a história e a filosofia de forma eficiente e adequada à necessidade e contexto de cada aluno.

Para ensinar Jiu Jitsu, é essencial que haja uma metodologia que possibilite alunos com diferentes perfis e níveis de habilidade, transitar pela jornada da melhor maneira possível.

Dentro dessa jornada a ser percorrida, devem-se ter objetivos claros e atingíveis, mantendo os alunos motivados e engajados.

O verdadeiro professor de Jiu Jitsu, deve estudar e expandir seu repertório técnico constantemente. Dessa forma, terá as ferramentas necessárias para disseminar conhecimento de forma a melhor atender seus alunos.

O aluno precisa e deve ser tratado como cliente, não discípulo.

Quando conto que a primeira academia Gracie em 1950 no Centro do Rio de Janeiro, tinha 600 alunos particulares, muitos ficam impressionados.

Mas ali era seguido o pretexto essencial e fundamental do Jiu Jitsu, prestar um serviço para a sociedade, ensinando uma arte que faça bem à vida das pessoas.

Transição de profissional técnico para gestor.

Após ter seguido o caminho quase natural de tornar-se professor, há muitos profissionais que desejam empreender e se tornarem donos de sua própria academia.

Acreditam que dessa forma conseguirão atingir a plenitude em suas carreiras profissionais, disponibilizando de mais tempo e recursos financeiros.

De fato, empreender um negócio de sucesso pode ser uma jornada extremamente realizadora.

Porém, requer uma outra gama de competências, que exigirão ainda mais trabalho e aperfeiçoamento por parte dos profissionais. Simplificando, o professor deverá nesse momento, tornar-se um gestor.

O professor que visa desenvolver um negócio de sucesso, deverá agora assumir uma postura de líder.

Seu conhecimento técnico deverá ser complementado para que possa ser efetivo ao atuar dentro dos três pilares que compõe a gestão de uma academia : estrutura técnica (a forma como entregará o Jiu Jitsu como serviço a seus alunos), estrutura financeira (como será feita a gestão do dinheiro que o negócio movimenta), marketing (como os potenciais alunos serão impactados e capturados).

Além disso, há diversos elementos que deverão ser implementados, constantemente avaliados e melhorados pelo gestor, como atendimento, processo de venda, estrutura física, uniformização, planos de pagamento, software de gestão, entre outros.

A mudança vem de você.

Como vimos, o professor e gestor moderno que deseja ter um negócio sólido e entregar o Jiu Jitsu como um serviço de qualidade e excelência a seus alunos, deve se empenhar constantemente em se desenvolver pessoal e profissionalmente. Apenas dessa forma, conseguirá atuar de forma produtiva e holística, transmitindo o conhecimento técnico e filosofia de forma eficiente e gerindo um negócio sustentável.

Essa transformação, parte do indivíduo. Cabe ao profissional, assumir uma postura de líder e buscar informação e conhecimento em diferentes áreas, mantendo-se em evolução constante.

Assim como Jiu Jitsu, empreender não é uma luta fácil.

Ser faixa preta em sua arte marcial, não te garantirá a faixa preta nos negócios.

O grande campeão pode carregar uma marca poderosa com seu nome e imagem. Mas para que essa marca seja transformada em um ativo que agrega valor a um negócio, uma chave necessita ser virada.

O atleta deve se tornar antes de tudo, um prestador de serviço.

É buscando se desenvolver continuamente e entregando o Jiu Jitsu de forma prazerosa e adequada às necessidades de cada cliente, que o profissional poderá colher os frutos e satisfação de sua jornada.

 

Forte abraço

 

Fabio Gurgel

Risk versus Consequence


A while ago, I heard someone ask the following question, “What is the difference between Risk and Consequence?”

I must confess I had difficulty in responding, even though I’ve been living and working with Jiu Jitsu my whole life, dealing with adrenaline, defeat, victory, joy, sadness, anxiety, anger, confidence (or lack of it) — but I have never stopped to think about that question.

I like to practice stoicism on a daily basis which teaches us how to focus on things in our control, rather on those we can’t. Obviously, there are times when this is difficult, but considering everything in life is ‘training,” I practice hard and I can feel my evolution.

When we apply this concept to challenges, it becomes even more important.

Let’suse the analogy of the Jiu Jitsu fight — what is the best way for you to win a fight? Probably imposing your game, encouraging your opponent to make a mistake, and capitalizing on that error. At which point you have the upper hand and can use your favourite submission. Am I correct? Bringing my opponent into my game implies that I have to take action, and this is in my control. The reaction of my opponent starts to become more predictable when he reacts to something I know. Again, it is up to me to connect the next technique, but in this way I am in control of the fight and its connections until the final submission.

Things that are under your control should generate action and this has consequences for new action under your control. Your focus should be concentrated on what you are currently able to do, as it will minimize the risks.

Are there risks?

Conceptually, risk is composed of probability and consequence. The more you train, the more you understand the dangers and you can manage them, minimizing the risk.

I watched a documentary by a professional climber, Alex Honnold, a free soloist who climbs routes alone, without equipment.

This film documents his ascent of Freerider, one of the routes up the vertical rock face of El Capitan in Yosemite National Park. Those that have managed the climb, have done so with equipment, often taking more than 30 hours to do so. Alex is a strategist — he defines a route, studies the route with fanatical detail, trains each section, studies every handhold, foothold and sequence. He exhaustively trains the techniques necessarily throughout each stage, memorizing the movements, and visualising the climb with all conceivable outcomes. He knows what is possible with each and every movement, including the bird that will predictably come out of a crevice on a crucial move.

Another aspect crucial for the climb, that Alex trained exhaustively is concentration.  He focused on the technique, learned to compartmentalize fear, learned to control his breathing and connect with the mountain and the mission of conquering it. Most people might see those things as the opponent, he saw it as a necessary obstacle to his goal.

Often asked about the risk of dying by journalists and fans in general, Alex explains very clearly how people misunderstand risk, going on to explain the ‘risk versus consequence’ relationship.

“People often confuse risk with consequence. The consequence of me slipping and falling off the mountain is probably my death, but the risk is associated with me getting my technique wrong.”

Because risk is comprised of risk x consequence, if he trains a lot, the probability of making a mistake is low, lowing the risk.

This explanation made me reflect and see this difference much more clearly.

Let’s look at the moment we’re living in, where people are basically dividing into two groups: those who don’t believe in risk, and those who are terrified of the consequence.

Let’s look at other facts to offer perspective. Roughly 1.35 Million people die every year from car accidents (WHO). Even with road safety guidance and modern car equipment that helps a lot to minimize the problem, the numbers are still frightening, But, would you stop driving your car, or get in the car with someone else driving? Probably not, because although you know there is a risk, you understand that that even if you’re involved in an accident, (without excessive speed) the probability of it being fatal or causing serious damage is low.

In Brazil there are more than 60,000 murders a year, a shameful and frightening number. Knowing that number, would you stop going to work or having fun? Probably not, because you understand that taking security measures can minimize risks and consequence if anything were to happen.

If we look more closely at our current moment amidst the global pandemic COVID 19, we will also see a frightening number of deaths, creating feelings of insecurity and fear. Looking at the statistics a little more, I understand that the risk is manageable, and as with violence or car accidents, if we take preventive and safety measures, we can live our lives “normally” and assume the small degree of risk that the virus poses to us.

What is within our control?

Our health, what we eat (which affects our immune system), what we choose to think, how we exercise. We have enormous freedom about what we choose to think. We can discipline  our mind with positive thoughts, focusing on what we can or can’t do. Considering anxiety is focusing on what we can’t control, this easy mental practice can help hugely with reducing worry and fear.

Being healthy is without a doubt the best defence against the virus and this is, in most cases, in your control.

People who carry a pre-existing disease or are more vulnerable should be looked after very carefully and perhaps remain in isolation for a longer time until we have a vaccine, or the virus is eventually eradicated, but this could take a long time. If, however you are not in this risk group, and are healthy, do not let yourself be overcome by the fear of consequence that may never happen — learn to assess the real risk for you.

And if it makes sense to you, LIVE.

After all, we never know what tomorrow will bring and we need to learn how to live in the present moment as it comes along.

Hug,

Fabio Gurgel.

 

Risco X Consequência

Risco X Consequência

Risco X Consequência

Há algum tempo atrás quando ouvi a pergunta, “Qual a diferença entre risco e
consequência?”

Confesso que tive dificuldade em responder, mesmo tendo vivido no
meio do esporte e lidando com adrenalina, derrotas, vitórias, alegrias, tristezas,
ansiedade, nervosismo, confiança ou falta dela, nunca tinha parado para pensar na
pergunta isoladamente.

Gosto de praticar o exercício estóico de estar focado nas coisas que posso controlar e
pouco me preocupar com as coisas que não posso, isso é um exercício diário e claro
nem sempre eu consigo, mas como tudo na vida é treino, sigo praticando com afinco
e posso sentir minha evolução.

Quando levamos esse conceito para nossos desafios, ele se torna ainda mais
importante.

Façamos uma analogia com uma luta de jiu jitsu, qual a melhor chance de
você vencer uma luta?

 

Provavelmente colocando seu adversário em seu jogo, tentando
induzi-lo ao erro e capitalizando em cima desse erro ,usando sua melhor técnica para
finaliza-lo, estou correto?

Hora, se preciso traze-lo para meu jogo, isso implica que eu
tenho que tomar a ação e isso esta em meu controle.

As reações de meu adversário começam a ser mais previsíveis quando ele reage a algo que eu conheço e novamente
depende de mim saber conectar minha próxima técnica e levar a luta e suas conexões
sob meu controle, ate o golpe final.

Coisas que estão sob seu controle precisam gerar ações e isso gera consequências para
novas ações em seu controle, seu foco deve ser apenas esse pois isso fará você
minimizar os riscos.

Eles existem? Conceitualmente, o risco é composto por probabilidade e
consequência.

Quanto mais você treina, mais você conhece os perigos e consegue se preparar
para lidar com eles, minimizando os riscos.

Assisti um documentário de um escalador, Alex Honnold, ele faz uma modalidade
chamado Free Solo que significa que escala montanhas sozinho e o mais
surpreendente, sem nenhum tipo de equipamento.

 

Nesse documentário, ele desafia a mais assustadora montanha de Yosemite nos EUA,
um paredão vertical.

Os poucos escaladores que já conseguiram completar otrajeto o fizeram com equipamento e demoraram 30 horas.

Alex define uma rota, estuda minuciosamente o trajeto, treina cada trecho, cada pegada, separa todas as
fases da subida, treina exaustivamente a técnica em cada estágio, memoriza todas
pegadas e todas as fendas do caminho, treina, treina e treina, até o ponto onde
masteriza cada movimento.

Um outro aspecto trabalhado com intensidade é a concentração, imprescindível para
um desafio como esse, focado na técnica ele exercita a limpeza dos pensamentos,
controla a respiração e se conecta com a montanha e com a missão de conquista-la.

O que a maioria vê como adversário, ele enxerga como apenas um obstáculo necessário
para seu objetivo.

Frequentemente questionado sobre o risco de morrer por jornalistas e fãs em geral,
Alex explica de forma muito clara, conceitualmente, o perigo “é errar a técnica”.

Como o risco é probabilidade x consequência, se ele treina muito, a probabilidade de errar é
baixa, baixando o risco.

Essa explicação me fez refletir e enxergar com muito mais clareza essa diferença.
Vamos analisar o momento em que estamos vivendo onde as pessoas estão
basicamente se dividindo em dois grupos, as que não acreditam no risco e as que
morrem de medo da consequência.

Analisemos outros fatos para criarmos uma correlação, 1.35 milhões de pessoas
morrem todos os anos de acidentes de automóvel (OMS) mesmo com regras de
segurança e equipamentos nos veículos que ajudam muito a minimizar o problema.

Mas os números ainda são assustadores, você deixa de pegar seu carro e dirigir por
isso? Ou pior ainda deixa de entrar no carro com outra pessoa dirigindo?

Provavelmente não, embora você saiba que existe o risco, entende que ele é
razoavelmente controlado e que mesmo que aconteça uma batida, ainda assim, ela
ainda tem um índice baixo de probabilidade de te causar um dano sério, embora a
consequência de uma batida em alta velocidade possa sim ser fatal.

No Brasil existem mais de 60.000 assassinatos por ano, um número vergonhoso e
assustador, você mesmo sabendo disso deixa de sair de casa ir trabalhar se divertir e
levar sua vida?

Provavelmente não, pois você entende que tomando medidas de segurança pode minimizar a probabilidade de acontecer algo, reduzindo os riscos e não se preocupar tanto na consequência.

Se olharmos para o atual momento da pandemia mundial do COVID 19 veremos
também um numero assustador de mortes, e isso nos traz insegurança e medo.

Olhando um pouco mais para as estatísticas entendo que o risco é controlável, e como
com relação a violência ou aos acidentes automobilísticos, se tomarmos medidas de
prevenção e segurança podemos levar nossa vida “normalmente” e convivermos com o risco
que o vírus nos impõe.

O que podemos controlar?

Nossa saúde, o que ingerimos e que pode fortalecer nosso sistema imunológico, fazer
atividade física, trabalhar nossa mente para pensamentos positivos.

Sair do quadro de ansiedade e preocupação que estão normalmente ligados a fatores fora de
nosso controle e que são responsáveis por nossos medos e inseguranças.

Podemos voltar para o inicio do texto e fazer novamente o paralelo com o jiu jitsu e a luta, nossa
ansiedade e nervosismo pré competição sempre estão ligados a essa ansiedade e a
movimentos que não nos cabe controlar.

Ser saudável é sem dúvida a melhor defesa contra o vírus e isso esta na maioria dos
casos em seu controle.

As pessoas que carregam alguma doença pré existente ou são mais vulneráveis devem
sim ser cuidadas com muita atenção e talvez se manter em isolamento por mais tempo
até que tenhamos uma vacina ou que o vírus não esteja mais entre nós, o que pode
levar um bom tempo.

Mas se você não esta nessa faixa, é jovem, saudável e produtivo,
não se deixe vencer pela consequência e se concentre em trabalhar na prevenção e em
conviver melhor com esse risco.

E se fizer sentido para você, VIVA.

Afinal nunca sabemos o dia de amanha e precisamos viver o presente como ele se
apresenta para nós.

Forte abraço

 

Fabio Gurgel

Jiu Jitsu on its Knees

Jiu Jitsu on its knees.

Never before has Jiu Jitsu faced such a powerful opponent capable of keeping us practically immobilized, giving us very few options to defend ourselves — even the possible options are not very effective.

In the world of Boxing we could use the metaphor of being up against the ropes but seeing as Jiu Jitsu is our beloved sport, let’s take our imagination onto the mat. Imagine our opponent has our back with the hooks in and a hand at the bottom of our collar — the situation is critical, and any mistake can lead to imminent defeat.

We learned early on (or at least we should have learned) that in a difficult situation we must remain calm and focus on technique — we have to focus on what is possible and avoid reacting from instinct. We must also avoid expending unnecessary energy as this alone can give us precious time.

Once we’re aware, we can see the way out! We try, but it doesn’t work — we need to remain even calmer and deal with the frustration of the failure of the first attempt. We try another technique, it doesn’t work. Our opponent is really tough.

We don’t know how long that choke will take, is our opponent getting tired? Are his grips loosening? (We’ve all been in positions that seemed favourable and turned out not to be, could that be the case?) Should we continue to waste energy? No, we can’t wear ourselves out, we have to economize our energy.

The fight is now for survival, to do our best so when the opportunity arises, we are ready — we can act with efficiency and continue the search for victory.

Perhaps with a different perspective we could think of this moment as being a time to rest and reorganize ideas.

When we leave this moment, we can leave better, more rested and with a more effective fight plan.

Who knows what opponent we will encounter? It may be completely different from the one who started.

We can be different too.

We are Jiu Jitsu —  whole — made up of students, athletes, academies, organizations, suppliers, fans, media — in short, a living breathing organism.

We can’t do what we used to do, we were simply not prepared to fight an opponent so fast, explosive and scary.

To make matters worse we are in a fight without a time limit (or at least longer than we are used to) so we won’t be saved by the clock either.

Jiu Jitsu is on its knees.

Our opponent continues with the hooks in but doesn’t have the same pressure as before.

We managed to get rid of a hook, we’re still in danger but we start to feel confident. We have a chance to put our plan into practice.

We continue with calm determination, focusing on technique. Finally we get free.

A new struggle begins but we’re much more prepared now, with a clearly defined plan.

The next movements are ours and people can see that we’re different. Our movements are precise and more efficient — our disposition increases as we continue to fight.

Our opponent does not give up, but surely the worst is over. We are in control of the fight — our fans who were before a little apprehensive, now shout excitedly.

We feel indestructible. Full of confidence.

But the fight is not over yet and the submission doesn’t seem as close as we would like. We need to follow the plan and be as calm as ever to get out of trouble in order to achieve victory.

Sometimes anxiety and frustration can be very tricky, we need to stay alert and focused on what is in our control.

We know the fight will be long, but we will be victorious.

After all, putting Jiu Jitsu on its knees is not a very safe place for an opponent.

 

 

Jiu Jitsu de joelhos.

Jiu Jitsu de joelhos.

 

Nunca o jiu jitsu enfrentou um adversário tão poderoso, capaz de nos manter praticamente imobilizados e com pouquíssimas ações, mesmo as possíveis não são lá muito efetivas.

 

Se a metáfora fosse com o boxe estaríamos literalmente nas cordas, como é com o jiu jitsu vamos levar nossa imaginação para dentro do tatame.

 

Imaginemos que nosso adversário está em nossas costas com os ganchos feitos e uma mão no fundo da nossa gola, a situação é critica, e qualquer erro pode nos levar a derrota definitiva.

 

Aprendemos desde cedo (ou pelo menos você deveria ter aprendido) que quando em dificuldade devemos nos manter calmos e nos concentrar na técnica, focar no que é possível fazer, evitar a reação instintiva ou o desgaste desnecessário, pois só isso nos dará um tempo extra.

 

Uma vez conscientes, conseguimos visualizar que sabemos a saída! Tentamos, mas não funciona, precisamos nos manter ainda mais calmos e agora lidar com a frustração do insucesso da primeira tentativa, tentamos outra técnica, não funciona. Nosso adversário é realmente duro.

 

Não sabemos quanto tempo aquele sufoco vai demorar, será que nosso adversário está cansando as pegadas? (nós já estivemos em posições que nos pareciam ser favoráveis e não eram tanto, seria esse o caso?). Será que devemos continuar nos desgastando? Não, não podemos acabar com todas as nossas energias e decidimos nos poupar.

 

Nossa luta agora não é para sair, e sim para sobreviver, fazer o possível para quando a oportunidade aparecer  estarmos prontos e com um mínimo de energia para agir e seguir em busca da vitória.

 

Talvez esse tempo embora aparentemente muito ruim possa ser um tempo de descanso e reorganização das ideias.

 

Quando  sairmos daqui podemos sair melhor, mais descansados e com um plano de luta mais efetivo.

 

Quem sabe que adversário vamos encontrar? Pode ser absolutamente diferente do que começou essa disputa.

 

podemos estar diferentes também.

 

Nós somos o Jiu Jitsu, inteiro, com todos os seus componentes, alunos , atletas, academias, organizações, fornecedores, fãs, mídia, enfim todos, um só organismo.

 

Estamos impedidos de fazer o que costumávamos fazer, simplesmente não estávamos preparados para lutar com um adversário tão rápido, explosivo e assustador.

 

Para piorar estamos em uma luta sem tempo (ou pelo menos mais longa do que estamos acostumados) não seremos salvos pelo relógio.

 

O Jiu Jitsu está de joelhos.

 

Nosso adversário segue com os ganchos mas não tem mais a mesma pressão de antes.

 

Conseguimos nos livrar de um gancho, ainda corremos perigo mas já podemos sentir a confiança de que teremos a chance de colocar nosso plano em prática.

 

Seguimos calmos sem excitação e focados na técnica, finalmente nos livramos do domínio.

 

É uma nova luta que se inicia e estamos muito mais preparados, conscientes, dispostos e com um plano de ação muito definido.

 

Os próximos movimentos são nossos e todos já podem perceber que estamos diferentes, movimentos mais limpos, eficientes, nossa disposição vai aumentando a medida que seguimos lutando.

 

Nosso adversário não desiste, mas com certeza o pior já passou e temos o controle do combate, nossa torcida antes um pouco apreensiva agora grita animada.

 

Nos sentimos indestrutíveis como antes. Cheios de confiança.

 

Mas a luta ainda não esta terminada e a finalização não parece tão próxima quanto gostaríamos, precisamos seguir o plano e ter a mesma calma que tivemos para sair do sufoco para alcançar a vitória.

 

As vezes a ansiedade e as frustações podem ser muito traiçoeiras, precisamos nos manter alertas e focados ao que esta em nosso controle.

 

A luta vai ser longa já entendemos, mas vamos sair vitoriosos.

 

Afinal colocar o jiu jitsu de joelhos não é um lugar muito seguro para um adversário.

 

 

 

 

 

 

The quarantine continues….

Many of us will have completed two weeks of social isolation today. The news however remains inconclusive, and it’s difficult to say what the right strategy is for moving forwards.

There have been attempts to compare countries through: history, demographic, climate, health infrastructure, economy etc., all in attempt to find the best solution for our reality. These examples are valid — the numbers are analysed by experts in their field who really understand the subject, and having access to real data can help immensely. However, being misinformed or using the information to defend some ideological bias, or for self-interest does not help our country. We also have a new category of ‘pseudo-specialists,’ people who overnight became Virology experts on social networks.

This is a nefarious combination which misinforms and panics the general population.

My understanding is social distancing is necessary to flatten the curve and must be maintained.

However, the economic impact that this will cause needs to be assessed and calculated. Something needs to be done so the economic consequences don’t cause more deaths than the pandemic itself.

Businesses will recover one way or another. If we look back through history, crisis and pandemics walk hand-in-hand with human existence, and this will be no different. However, in Brazil we have people living from one day to the next working hard just to put food on the table at night. For many, two weeks has devasting and dire consequences.

I sincerely hope that the authorities will intervene in this sector.

Perhaps we will have to live in a different reality for a while, but not necessarily worse. Maybe it means taking a few steps back in order to correct the course, which seemed a little off balance anyway.

I imagine that people must be experiencing a lot of difficulties right now, while others are already sick, and there is no doubt that we will lose lives to this pandemic.

Doing the right thing is really the only thing we have left. In fact, shouldn’t it always be like this? If we started to do the right thing, we would wake up from this nightmare surrounded by a much better society.

I can’t wait to go back to the activities I love, to hug and kiss the people I care about, to think about the future, make plans, go after them, but for now we need to focus on what is possible and what is in our control.

In this moment we’re living, I can choose to become better in many ways — I can read more, write more, exercise more, eat better, study more. I can use technology to communicate, or the time to send messages to my friends that I don’t normally have time to see.

This crisis will be marked in history, and you are living it — what will you have to say when all this is over?

Remember, we can’t control the things around us, but we can control how we react to them. There is no better time to apply this Stoic teaching than now. A black swan (which is an unexpected event) happened, but you have no control over it — you can’t do anything you used to do, or planned to do, so what next? You can sit and cry or wake up every day and do the best you can.

The saying that opportunities appear in crises is very common in the financial market, but it is not what really matters right now — you have a huge opportunity to develop as a human being, so take this moment to evolve.

There is general feeling that we are experiencing a catastrophe, but have you ever stopped to think how much worse it could be? The evidence is right there in history. I just finished a book called “The Gulag Archipelago” by Aleksandr Soljenitsyn — it’s a true story of injustice and deprivation during the post-Russian revolution period, (from the Soviet concentration camps). It’s startling to see how far human cruelty can go, but also the extent of human resilience. If you are reading this text you have an internet connection, probably in the comfort of your home, with electricity, food and water in the fridge — we don’t have much to complain about.

Before things get better, they may get worse. Stay present and don’t give up. Stay firm and focused on what can, and should be done.

Continue the quarantine and we will see you when this storm passes

I will be a better person than when I came in, and you?

Big hug

Fabio